Todos nós sabemos da rivalidade que permeia o maior clássico do Estado do Paraná. Dois campeões brasileiros, com torcidas atuantes em seus estádios. Um histórico que nos leva a conquistas e jogos maravilhosos. Não me esqueço jamais dos jogos que presenciei, desde aquele que meu pai me carregou em seus ombros como um troféu, nos anos 60.
Como deixar de enaltecer jogos maravilhosos, com vitórias de 7x4 em 1930; 6x1 em 1932; 6x0 em 1959; Baby, Pizzatinho, Ivo, Renatinho, Baby, Marciano e Brandão os maiores goleadores em uma única partida realizada. Isto a história nos conta. E nos conta porque temos história para contar.
Pois bem, no domingo o jogo terminou empatado sem gols, com atuações estudadas pelos técnicos e jogadores, mas creio que fomos melhores, além de termos o prejuízo de perdermos o nosso Ariel – um jogador que cada vez mais se identifica com as cores coxabrancas.
Os lances da partida foram pouco debatidos. Entretanto enaltece-se o problema das torcidas organizadas. Um “bando de vândalos”, atestam os formadores de opinião que empunham os microfones ou escrevem nos periódicos.
Vale ressaltar que o Coronel Costa, em entrevista à Radio Globo de Curitiba nesta segunda na hora do almoço, disse estar muito contente com os resultados alcançados pela Policia Militar, pois em relação aos clássicos anteriores os tumultos foram muito pequenos e, “apenas dois ônibus foram danificados e alguns focos de vandalismo imediatamente dissipados”.
Mas, não tendo o que falar muito do jogo, porque não teve gols, o assunto acaba sendo a briga entre torcidas. Primeiro ponto a ser resslatado é que o lema de “Sua Proteção é Nosso Compromisso” deve ser levado à risca, como inspiração fundamental e, em uma partida de futebol os nossos bons policiais militares devem acima de tudo prezar pela segurança, fazendo as devidas prevenções e verificações de materiais que podem ou não adentrar ao estádio, bem como reprimir quaisquer tipos de violências advindo das torcidas.
Não há o que se falar, salvo melhor juizo, em acabar com as torcidas organizadas. Ou será que nos esquecemos do brilho que estas proporcionam a um espetáculo de futebol. O que tem de ser feito é cobater o vandalismo, com atitudes da própria torcida e também das autoridades competentes.
Aqui não vemos o combate entre torcedores como aconteceu no Rio de Janeiro, na final do carioca, onde os torcedores se enfrentaram antes de entrar no Engenhão. E lá eles deixam este tipo de notícia para a reportagem policial, enaltecendo o esporte pelo que se viu dentro de campo. Vamos aprender com isto.
Quanto ao jogo, como já escrevemos, foi muito estudado por ambas as partes e conseguimos um ponto. Aliás conseguimos quatro pontos em dois jogos. Estamos melhorando o nosso desempenho. Quinta-feira tem jogo contra o Sport, que perdeu para o Avaí em Recife, e no próximo domingo enfrentaremos o Vitória em Salvador. Jogos difíceis mas que poderemos alcançar seis pontos, jogando com a mesma determinação.
Saudações Coxabrancas.