“A corrida para a excelência não tem linha de chegada”, David Rye.
Muito tem se discutido as atitudes de nossos torcedores e também dos nossos jogadores, neste relacionamento de amor e ódio. Já vem há tempo mas recentemente há alguns exemplos práticos: Keirrison, Marlus e agora o Marcelinho.
A atitude de nosso K9 foi muito elegante, embora a sua saída com poucos recursos aos cofres do clube. Mas cumpriu o seu contrato e o cumpriria se o próprio Coritiba não fosse perder mais dinheiro. Sempre deixou claro que o seu posicionamento era o futebol europeu e a prova é que o Palmeiras o utilizou menos de seis meses de contrato. Boa sorte ao guri, a quem acompanhamos nos jogos pelo campeonato português; o Marlus assinou um pré-contrato e queria a todo custo sair do clube; Marcelinho tinha a opção de deixar o clube para propostas internacionais e ficou no clube.
Fato é que os tres jogadores a quem nos referimos, logo após suas negociações – seja de um novo contrato ou a saída do clube, já tiveram uma queda de rendimento e sabem o porquê? Porque são pessoas como eu e voce que estão sujeitos ao meio que vivem, e qualquer mudança ou previsão de mudança, ou até mesmo uma discussão sobre alguma alteração de contrato, faz com que haja um certo abalo emocional, decorrente da forte carga que já vem sofrendo e as cobranças constantes da familia, amigos, conhecidos, diretores e jogadores que dependem também de sua atitude.
Lembro que o Marlus marcou um gol no Atletiba e foi beijar a camisa e desenhar um coração para a torcida; o menino Keirrison sempre deixou claro a sua opção clubística e o carinho pelo clube ao ter-lhe proporcionado uma carreira, mesmo após o drama de sua cirurgia.
Marcelinho é diferente. Não é da casa, mas já um jogador consagrado que encontrou eco às suas ansiedades justamente neste clube que o acolheu e perante a torcida que o tornou ídolo, ocupando aquela lacuna deixada por outros tantos que por aqui passaram em cem anos de história. Ele sintetiza a paixão do torcedor. Quem vai ao estádio é para ver primeiro o Marcelinho jogar, depois o time. É um jogador diferenciado, e por ser diferenciado é que existem as cobranças pela falta de gols ou alguma má jornada. O equilibrio das emoções é o caminho para a excelência.
CONSELHO DELIBERATIVO
Na noite desta segunda feira última tivemos mais uma prova da força e interesse de nosso associados em participar mais ativamente da história de nosso clube. Mais de sessenta canditados a seis vagas. Um pleito maravilhoso, onde quem ganha é o clube com a chegada de mais seis pessoas e suas idéias de transformação e trabalho pelo clube.
Outro ponto a ser enaltecido foi o protocolo de um requerimento, assinado por vinte conselheiros, para a criação de uma comissão de estudos estatutários, considerando o trabalho exaustivo que a mesa vem sofrendo e a necessidade de uma transformação de nosso clube, passando justamente por ajustes em nosso estatuto. Boa notícia aos torcedores e principalmente aos associados do clube.
Saudações coxabrancas.