Atletiba é o nome dado ao confronto entre o Clube Atlético Paranaense e o Coritiba Foot Ball Club, campeão brasileiro de 1985, clubes da cidade de Curitiba - Paraná. Os confrontos entre essas duas equipes ocorrem desde 8 de Junho de 1924, quando o Coritiba venceu por 6 a 3.
Inicialmente, a rivalidade tinha base nas origens destes clubes, com cada um deles representando uma camada social, sendo o Coritiba marcadamente o clube dos alemães. A própria fundação dos clubes tem certa dose de rivalidade, visto que os fundadores do Internacional, um dos clubes que deram origem ao Atlético, eram dissidentes do Coritibano, que mais tarde tornou-se Coritiba.
Com o passar dos anos, a rivalidade foi aumentando, fruto dos inúmeros jogos decisivos que disputaram estes dois rivais e os tornaram as maiores torcidas do Paraná. Pesquisas recentes sobre o tamanho de cada uma das torcidas apontam um empate técnico.
A primeira vez que o clássico Atletiba decidiu o Campeonato Paranaense de Futebol foi em 1941, com vitória do Coritiba por 1 a 0. Em 1943, o Atlético deu o troco, com duas vitórias por 3 a 2 nos jogos que lhe deram o bicampeonato paranense em 1942/1943 e em 1945 nova vitória atleticana: 2 a 1.
Em 1968, um gol de Paulo Vechio no último minuto deu o empate por 1 a 1 que garantiu ao Coritiba o título deste ano e começou a mudar a história deste clássico. Em 1969, o Coritiba foi bicampeão e o Atlético conquistou o Campeonato Paranaense em 1970.
A partir daí, começa um período glorioso para o Coritiba, hexacampeão paranense de 1971 a 1977. Se não tivesse perdido o título conquistado pelo Grêmio Maringá em 1977, o Coritiba teria se sagrado eneacampeão parananense, pois conquistou o título estadual também em 1978 e1979. Caso o Coritiba tivesse ganho também o campeonato estadual de 1970, teria sido campeão por 12 anos seguidos, o que seria o recorde brasileiro de conquistas em estaduais.
Neste período áureo do Coritiba, as vitórias sobre o Atlético foram muitas, no entanto só ocorreram em finais de campeonato nos anos de 1972e 1978. Curiosamente, tanto a decisão de 1972, quanto os três jogos finais de 1978 (em que ocorreram alguns dos maiores públicos da história deste clássico), tiveram como resultado o 0 a 0. Em 1978, o goleiro Manga garantiu o título para o alvi-verde depois de agarrar dois pênaltis, mesmo tendo sofrido uma contusão antes das cobranças. Reza a célebre história que o goleiro do Coritiba enfaixou o joelho que não estava machucado, induzindo os batedores do Atlético a erro.
Outros dois empates, em 1983 (1 a 1) e em 1990 (2 a 2) deram o título para o Atlético, que conquistou mais dois campeonatos em 1998 e em2000.
Em 2004 os clubes protagonizaram uma emocionante final. No primeiro jogo, vitória do Coritiba por 2 a 1 no Couto Pereira. No segundo jogo, uma brilhante alternância no placar fez com que o título trocasse de mãos 4 vezes durante o jogo, ficando definitivamente com o Coritiba após empate no final da partida. E, em 2005, foi a vez do Atlético conquistar o título ganhando no tempo regulamentar (1 a 0) e depois na decisão por pênaltis, quando venceu por 4 a 2, com um ex-jogador do Coritiba (Lima) fazendo o gol do título para os atleticanos. Após três anos, em 2008 um Atletiba novamente decide o campeonato paranaense, resultando no título para o Coritiba.
No balanço geral do clássico, vantagem para o Coritiba, que possui 128 vitórias, contra 108 do Atlético Paranaense.
Em um dos Atletibas de 1925, o atleta alviverde Ninho lança a bola na área e o arqueiro atleticano a segura, mas não evita o choque com os atacantes coritibanos Gy e Pandu, que o empurram para dentro do gol (prática válida naquela época, pois o goleiro podia sofrer carga sem que isto fosse considerado uma infração à regra). O gol foi validado, mas, quem seria seu autor? Optou-se por Ninho, último atleta do Coritiba a tocar na bola. Até 1949, os jogadores não utilizavam número nas camisas e, para piorar, os jornais não tinham acesso às súmulas oficiais das partidas. Por isso, os autores dos gols citados nos diversos jornais em circulação nem sempre coincidiam, sendo necessária uma análise detalhada dos relatos sobre o jogo, para se chegar a uma conclusão. Em 1946, um Atletiba teve duração de apenas 8 minutos e, por isso, não é contabilizado por alguns pesquisadores. Como a partida valia pelo campeonato Paranaense, foi contabilizada. Em 1948, o Coritiba venceu o clássico por 2x1, mas, na seqüência, o Atlético recorreu ao STJD, que anulou a partida. Para efeito de campeonato, essa partida não teve validade, mas, como a mesma aconteceu de fato, ela foi contabilizada. Coritiba e Atlético se enfrentaram 17 vezes em torneios de exibição, em partidas com duração reduzida. Por serem não oficiais, elas foram desconsideradas (ver tópico “Partidas não computadas”). Era prática muito comum, até a década de 60, a realização de partidas amistosas em que havia a disputa de uma taça. Por isso, considerou-se “Torneio” apenas aquelas disputas em que, além da dupla Atletiba, havia pelo menos mais uma equipe envolvida. Atletibas disputados pela "Copa Sesquicentenário"e "Copa 100 anos" foram contabilizados pois, apesar das duas equipes utilizarem atletas resevas ou de categorias de base, poderiam ter usado seu elenco titular.
Atletiba, a paixão das multidões, de Vinicius Coelho e Carneiro Neto, 1994 , editado pela Prefeitura Municipal de Curitiba.
Historia do Coritiba – historiadocoritiba.com.br
ARBITRAGEM PARA DOMINGO 01.02.09
Local:
Estádio Major Antônio Couto Pereira
Curitiba
Horário:19:00 Horas
Árbitro:Evandro Rogério Roman
4º Árbitro:Selmo Pedro dos Anjos Neto
Assistente 1:Roberto Braatz
Assistente 2:Gilson Bento Coutinho
Delegado:José Marcelino Bisson
Observador:João Cândido Hartmann
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