A TARDE ONLINE
15/04/2009 - CLIPPING - por Ademar Liedke Junior
Bahia encara o Coritiba para se livrar de tabú, Daniel Dórea, do A TARDE.
Na era da palavra mágica “planejamento”, os treinadores costumam até fazer projeções com o número de pontos que sua equipe deveria ganhar em cada partida. No caso de jogos do Bahia na Região Sul do País, o mais sensato seria não computar nenhum.
Quase sempre que vai aos estados mais frios do Brasil, o tricolor volta para casa sem vitória. Nesta quarta-feira, 15, no Paraná, onde não vence há 24 anos, o Esquadrão encara o Coritiba, pelo jogo de volta da Copa do Brasil. E, para se classificar, provavelmente precisará do triunfo. Outra maneira de avançar é com um empate com mais de dois gols para cada lado, algo que nunca aconteceu em território paranaense.
Mas qual seria a razão para tantos insucessos no Sul? O clima? A pressão das fanáticas torcidas? O técnico Gallo acredita que, na verdade, a dificuldade se apresenta para todos os clubes quando jogam fora de casa. “Isso acontece também quando eles vêm enfrentar os times do Nordeste. É claro que a torcida do Coritiba canta os 90 minutos e isso influencia, mas conta mais a questão da grande equipe que eles têm”, analisou.
Sobre o longo jejum de vitórias, a resposta do comandante foi óbvia: “Tabu a gente tem que deixar de lado. Isso aí fica para vocês da imprensa”.
Entre os dois triunfos que o Bahia conseguiu no Paraná, um foi irrelevante, contra o Grêmio Maringá, no Brasileirão de 1978. Porém, o mais recente foi contra o adversário desta quarta, e em 85, ano do título nacional do Coxa.
Para repetir a façanha, Gallo promete um time ofensivo, como se estivesse atuando em casa. “Quando jogamos em Pituaçu, precisamos correr riscos, pois temos que buscar o resultado. Lá em Curitiba vai ter que ser assim, pois a necessidade de vitória é nossa”, disse ele.
Porém, o treinador destaca que a equipe não será suicida a ponto de esquecer de ter cuidados defensivos. “Tem que haver um equilíbrio, já que, se você toma um gol, fica muito mais difícil recuperar. Vamos tomar a iniciativa, mas sempre equilibrados defensivamente”, garantiu.
Como de costume, Gallo prega o respeito ao rival, mas, no caso do Coritiba, chega perto de virar rasgação de seda. O técnico tricolor não poupa elogios ao alvi-verde paranaense.
“É uma equipe boa, rápida, técnica. Enfim, será um jogo muito perigoso, em que não poderemos piscar, senão a história do jogo daqui pode se repetir”, lembrou ele, citando o segundo gol do Coxa no duelo de ida, aos 20 segundos da etapa final.
Caso o Esquadrão tivesse conseguido a vantagem do empate, seria bem provável ver o volante Rogério ganhar a posição, mas, com a obrigação de fazer gols para se classificar, os meias Léo Medeiros e Ananias estão confirmados para municiar o ataque.
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